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Pela Contabilidade da Gestão Ambiental teorizada por Vellani e Ribeiro (2009), a medição não compreende apenas dividir de maneira simplista e cartesiana, dois valores. Significa identificar a função das atividades ambientais. Amplia-se a visão do que significa ecoeficiência. Por exemplo, uma empresa apresenta valor adicionado igual a R$1.000 e investimento interno em meio ambiente, referente a pagamento de multas, igual a R$50. A ecoeficiência, pela fórmula da WBCSD (2000), ficaria igual a 1.000 / 50 = 20. Num outro período, imagina-se que a empresa passa a gastar R$50 para tratar o resíduo que causava as multas. A ecoeficiência segundo a fórmula da WBCSD (2000) continuaria, equivocadamente, igual a 1.000 / 50 = 20. Mas na verdade, houve algum aumento da ecoeficiência ao reduzir a poluição com o tratamento de resíduos e ganho econômico ao deixar de pagar multas.
A fórmula da ilustração I não consegue captar aumentos na ecoeficiência empresarial. Observa-se que a ecoeficiência pode ser medida ao identificar atividades ambientais com potencial para reduzir a poluição e gerar benefícios econômicos. De forma complexa e não linear, a ecoeficiência pode ser medida com visualizações do impacto das atividades ambientais nos fluxos físicos e monetários do sistema empresa. Ponto positivo para a proposta de Vellani e Ribeiro (2009). Em ciência, não se utiliza melhor, mas pontos positivos e negativos são identificados.
Este trabalho encontra pontos negativos na aplicação da fórmula Ecoeficiência = Valor Adicionado / Impacto Ambiental. Já a proposta da Contabilidade da Gestão Ambiental com seu ‘Sistema de Gestão Física e Monetária da Ecoeficiência Empresarial’ apresenta-se mais adequada. Haja vista, mais estudos são necessários para maiores inferências.
Contudo, este artigo busca uma resposta para a seguinte pergunta de pesquisa: como medir a ecoeficiência empresarial? Por enquanto, pode-se concluir que a fórmula Ecoeficiência = Valor Adicionado / Impacto Ambiental, exposta por WBCSD (2000), mostra-se não adequada para medir e gerenciar a ecoeficiência empresarial. Uma proposta chamada de Contabilidade da Gestão Ambiental, apresentada e testada por Vellani e Ribeiro (2009), pode ser uma solução para a gestão da ecoeficiência empresarial.
Os resultados de Vellani e Ribeiro (2009) apontaram que a Contabilidade da Gestão Ambiental pode ser coerente teoricamente e aplicável em todas as 608 atividades ambientais de diversas empresas de diferentes setores. Falta agora, empresas utilizarem-na e pesquisadores relatarem, via artigos, a aplicação do ‘sistema de gestão física e monetária da ecoeficiência empresarial’. Pesquisas futuras são sugeridas nessa direção, além de artigos para testar outras propostas de gestão e medição de ecoeficiência empresarial.
Investidores, trabalhadores, sociedade e governo desejam empresas com capacidade de se manter. Sustentabilidade Empresarial significa integrar os três desempenhos necessários para as empresas se manterem. A integração de dois deles, desempenho econômico e desempenho ecológico, chama-se ecoeficiência. Evidenciar atividades e resultados nessa direção pode valorizar a empresa. A Contabilidade da Gestão Ambiental pode ser um instrumento para gerenciar, aumentar e divulgar a ecoeficiência empresarial.